sexta-feira, março 27, 2009

Qual vai ser o próximo bobo da corte?

Não é preciso ser vidente para ver que se os portugueses não querem votar no filósofo grego que morreu envenenado de sicuta, tem de existir um candidato à altura (o que exclui logo à partida o Marques Mendes).
Ora não pode ser um qualquer, tem de ser um candidato que possa manter o nível de ridicularidade e de estupidez elevado, o que não é muito difícil de encontrar. Não é obrigatório que tenha um curso superior, a lábia pode-se adquirir até a vender tremoços. Convém também que o dito candidato tenha uma ilha perdida no oceano pacífico, não só para poder passar férias, mas para poder ter o seu pequeno "paradise". Tem de ter o "know how" para saber responder correctamente à oposição e aos jornalistas, a tal capacidade que eu chamo de "capacidade queijo limiano", ou seja fazem-lhe uma pergunta directa e o candidato deve ser capaz de dar uma resposta que não tenha nada a ver com o assunto, terminando com um grande sorriso no rosto e uma pose de inteligente (do género: "a minha resposta foi tão inteligente que vocês seus ignóbeis nem a perceberam"). Tem de ser capaz de responsabilizar a situação do nosso país, a sua prisão de ventre e a cara de enjoada da ministra da educação com a conjuntura económica internacional e finalmente ter contactos em empresas informáticas para produzir futuros "Vascos da Gama", "Bartolomeus Dias" e "Diogos Cães".